Antes de tudo, gostaria de esclarecer aos leitores que esse texto está produzido como um brainstorm (Tempestade Mental). A medida que meu pensamento avança eu o registro em letras do teclado. Uma espécie de vômito! Revolta falada. Meu interesse, inclusive, é registrar tudo que passa pela cabeça sem nenhum pudor e censura (meio a la Clarice Lispector). Vamos lá!

O pensamento, em questão, refere-se ao debate de Gênero no Serviço Social. Profissão majoritariamente feminina, o serviço social vem ao longo do tempo discutindo gênero com os setores da sociedade. Nessa discussão perpassa tanto os debates feminista e de igualdade de direitos entre homens e mulheres, como também as questões inúmeras de violências de gênero (físicas, sexistas, morais, intelectuais, etc…)

Avançamos bastante na consolidação desses direitos. Hoje temos uma lei específica (maria da penha), delegacias e secretarias da mulher espalhados por esse Brasil. Não me interessa nesse momento aprofundar e nenhum desses elementos, mas, trazer a tona conservadorismos que nascem dentro de nossas conquistas.

Vamos ao caso de análise. Eu, Assistente Social, pós-graduado e com quase 10 anos de experiência profissional, trabalhando atualmente em uma empresa privada e correndo risco de perder o emprego, me deparei com a divulgação de uma seleção simplificada na secretaria da mulher de Pernambuco e pensei: “Vou tentar essa seleção”.

Ao esmiuçar o Edital, eis que me deparo com as seguintes especificações profissionais: “O candidato precisa ter diploma reconhecido pelo MEC e ser mulher”.

Pasmem… É requisito para a seleção ser mulher. Isso me torna impossibilitado para concorrer ao cargo. Quer dizer, nem se pudesse (e quisesse) mudar de sexo o teria tempo hábil para tal. A questão que tá imposta é o seguinte: Secretária da Mulher só trabalha Mulher? Se partimos desse pressuposto só posso chegar a conclusão de que meu trabalho técnico não vale de nada… quer dizer, uma regressão no profissionalismo do Serviço Social? Um passo atrás em direção ao voluntarismo? Eu, católico e dono de uma empresa, poderia, por exemplo, seguindo os mesmos princípios, contratar assistentes sociais apenas católicos para a minha organização…

Entendo que possa existir uma certa lógica no pensamento da Secretaria da Mulher de Pernambuco: “Não podemos contratar homens para atender mulheres violentadas por homens”. Será? Será? Se estou apto para concorrer determinada vaga, o faço por minha capacidade técnica e profissional, não por minhas genitais. Essa mesma lógica persiste, no edital, para a profissão de Psicologo.

Imagina se saísse um Edital desses exigindo Assistente Social homem? Que rebuliço teríamos, não é mesmo?

Enfim, minha postura frente a isso será de denuncia aos órgãos competentes. O que acham do caso? deixem as opiniões pelos comentários. Grande abraço.

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